Categoria: Orgasmo Feminino | Tempo de leitura: 7 min | Publicado por: Equipe Rati
Squirting virou, de fato, um dos temas mais buscados sobre sexo na internet — e também um dos mais cheios de mitos, exageros e informação errada.
Tem quem diz que é urina. Por outro lado, tem quem diz que toda mulher consegue. Tem quem diz que é coisa de pornô e não existe na vida real. A verdade está no meio — e é muito mais interessante do que os extremos.
Vamos destrinchar isso de vez.
O que é squirting, afinal?
Primeiramente, Squirting é a expulsão de fluido pela uretra durante a excitação sexual intensa ou o orgasmo. Não é urina — ou pelo menos não é só urina.
Pesquisas publicadas no Journal of Sexual Medicine analisaram o fluido do squirting e identificaram, por exemplo, a presença de PSA (antígeno prostático específico), uma substância produzida pelas glândulas de Skene — que funcionam como uma espécie de próstata feminina. Esse fluido é diferente da urina em composição, embora passe pela uretra.
A quantidade varia muito: de algumas gotas praticamente imperceptíveis a volumes maiores. Ambos são squirting. Entretanto, a versão cinematográfica com jatos abundantes existe, mas é menos comum do que o que aparece na pornografia.
Toda mulher consegue fazer squirting?
A resposta honesta: provavelmente não — e tudo bem.
A maioria das pesquisas sugere que entre 10% e 54% das mulheres relatam ter tido alguma experiência de ejaculação feminina. A variação enorme nos números reflete diferenças metodológicas nos estudos, mas também o fato de que muitas mulheres podem ter tido experiências discretas sem reconhecer.
O que a ciência sugere é que o potencial anatômico existe na maioria das mulheres — as glândulas de Skene estão presentes, embora com tamanhos variados. Mas se isso se traduz em squirting perceptível depende de fatores individuais: anatomia do clitóris, nível de excitação, relaxamento e técnica.
Conclusão prática: Em resumo, vale explorar sem pressão de resultado. O processo de tentar — com presença, excitação e técnica certa — já tende a ser prazeroso independentemente de “acontecer” ou não. Para quem quer se aprofundar na prática, temos um curso de squirting da Casa Bucétyka aqui na Rati.
Por que muitas mulheres seguram sem querer
Esse é o ponto que mais atrapalha.
A sensação de squirting se aproximando é muito parecida com a vontade de urinar. O cérebro, por exemplo, interpreta o sinal e manda a ordem: segura. Isso bloqueia o processo antes que ele aconteça.
Entender que essa sensação faz parte do processo — e que o fluido não é urina — por conseguinte, ajuda o cérebro a não entrar em modo de alarme. Mas saber na teoria e conseguir relaxar na prática são coisas diferentes. É por isso que o ambiente, a confiança com o parceiro/a e a prática progressiva fazem tanta diferença.
Como explorar o squirting na prática
Passo 1 — Esvaziar a bexiga antes
Remove a ansiedade de “e se for xixi?” e de fato permite mais relaxamento durante a estimulação. Simples e eficaz.
Passo 2 — Excitação completa antes de qualquer estimulação interna
Squirting raramente acontece sem excitação intensa prévia. Dedique tempo aos preliminares — estimulação clitoriana, beijos, toque pelo corpo todo. Quanto mais excitada ela estiver antes da estimulação do ponto G, maior a chance.
Passo 3 — Estimulação do ponto G com pressão rítmica
O ponto G fica na parede anterior da vagina, a cerca de 5 a 7 cm da entrada. Com um ou dois dedos, palma voltada para cima, faça movimento de “venha cá” com pressão constante e ritmo regular.
Não é velocidade — é pressão e consistência.
Passo 4 — Combinar com estimulação clitoriana
A combinação de estimulação do ponto G com estimulação clitoriana simultânea — seja manual, oral ou com vibrador — aumenta significativamente a intensidade e a probabilidade de squirting.
Passo 5 — Deixar acontecer (a parte mais difícil)
Quando a sensação de “quero/preciso soltar” aparecer, o trabalho é resistir ao impulso de segurar. Respiração abdominal profunda ajuda. Confiar no parceiro/a ajuda mais ainda.
Se acontecer: ótimo. Se não acontecer: o processo de estimulação intensa já vale por si só.
Sobre a logística (porque alguém precisa falar)
Squirting pode molhar o lençol. Isso é real e não tem nada de errado nisso.
Algumas sugestões práticas que casais usam:
- Toalha ou lençol impermeável embaixo
- Cobertores extras do lado da cama
- Tratar com leveza — faz parte da experiência
Transformar isso em problema antes de acontecer é outra forma de criar tensão que impede o relaxamento necessário.
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Resumo do que você aprendeu
- Squirting é real — o fluido contém PSA produzido pelas glândulas de Skene, não é só urina
- Entre 10% e 54% das mulheres relatam alguma experiência de ejaculação feminina
- A sensação de “vontade de urinar” faz parte do processo — e segurar é o maior bloqueio
- Esvaziar a bexiga antes, criar excitação intensa e combinar estimulação do ponto G com clitóris são os passos práticos
- Resultado não é garantido — e o processo de explorar já vale por si só
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Publicado por Equipe Rati Educação — Life. Sex. Education.
